quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Há Sofrimento Maior Que O Meu?


Há nesse mundo quem sofra mais do que eu? Sim, há.

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Em meu egoísmo, acabo colocando o meu sofrimento como absoluto, isso porque eu mesmo me enxergo ao choro em um cenário escuro de desespero... Mas e quem está lá fora, sofre também? 

Eu passei a condenar as pessoas que não podiam ver a minha diluição em um mar de lágrimas, porém eu também não vejo quem chora fora do alcance dos meus olhos. Isso quer dizer que eles sofrem menos que eu? Não, não mesmo.

De dentro do meu apartamento, olhando do outro lado da janela, há uma altura capaz de quebrar todos os ossos do meu corpo, mas há também um mundo vasto de coisas que eu desconheço e que é impossível se fazer conhecer em sua totalidade. Há quem passe fome, há quem passe frio, há quem sofre o abandono, há quem sofre a guerra, há quem sofre porque eu fiz sofrer... Lá, muito longe ou muito perto, há todos os tipos de pessoas e todos os tipos de problemas, muitos deles sem uma solução imediata.

Eu vi meus pés dependurados na janela, balançando como se fossem mais leves do que realmente são. Bastava um impulso dos braços e lá estaria eu, em um voo breve. Mas que egoísta eu seria solucionando o meu problema em uma queda livre, e causando novos problemas a quem já tem muitos deles.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Primeiras Palavras


Vendo de perto a minha desesperança com a vida, minha irmã sugeriu que eu fizesse um blog que servisse como uma válvula de escape. 

Depois de ter tentado controlar a explosão que há em mim das mais diversas formas e sem sucesso, decidi acatar à ideia de um "blog diário" que ainda me parece estranha, talvez pela falta de costume. 

Fico pensando o que um cara como eu, com uma vida tão monótona, pode escrever aqui. Afinal, não tenho grandes aventuras que sejam vividas fora da minha mente. Além de que os textos que costumo jogar violentamente em folhas de papel não passam de desabafos ineloquentes, sem pé nem cabeça, mostrando o que sou por dentro: um emaranhado de coisas insensatas... E creio que disso vem o nome do blog (talvez provisório, talvez não).

Logo aviso que há dias em que estou bem e há dias em que não estou... Isso é tipico da depressão e dos medos incompreensíveis que vivo desde muito tempo e que agora parecem cada vez mais fortes. Portanto, não se assustem com minhas palavras em dias de tormenta, pois se aqui será um refúgio, aqui haverá meu melhor e meu pior.

Obrigado por me ouvirem lerem. Forte abraço.